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Professoras agredidas por alunos no AE da Sertã - SPLIU exige adoção de medidas de proteção e apoio às docentes agredidas

Três professoras, associadas do Sindicato Nacional dos Professores Licenciados pelos Politécnicos e Universidades, foram violentamente agredidas por dois alunos de escolas do 1º ciclo do ensino básico do Agrupamento de Escolas da Sertã, tendo tido as mesmas necessidade de serem assistidas em unidades de saúde, apresentando sequelas escamoteáveis das agressões físicas sofridas, já que as de natureza psicológica, as que mais marcam e doem, são tendencialmente impercetíveis.

As agressões registaram-se de forma continuada, por alunos que frequentam a escola básica da sede de concelho e a EB1 do Castelo.

Ainda que ambos os alunos estejam sinalizados com problemas de vária ordem, e com sinais associados de défice educacional e de controlo por parte das respetivas famílias,  os comportamentos desviantes evidenciados de extrema agressividade, traduzidos em agressões a docentes, assistentes operacionais e a outros alunos, levam o SPLIU a considerar que são os mesmos intoleráveis e inadmissíveis, colocando em causa o clima de escola e de sala de aula propício às aprendizagens.

O SPLIU defende que a escola pública deve ser inclusiva, mas não a qualquer preço, nomeadamente, quando se atenta reiteradamente contra a integridade psicológica e física dos professores, fragilizando-os na sua atividade profissional. É imperativo que os Agrupamentos de Escolas e o próprio Ministério da Educação, Ciência e Inovação adotem medidas e proporcionem os recursos adequados nas respostas a alunos com perfis comportamentais de agressividade e violência.

Os professores são atualmente o elo mais fraco nas organizações escolares por manifesta falta de autoridade, ficando expostos, sem possibilidade de defesa (nem com um dedo podem tocar num aluno, mesmo para se defenderem, sob pena de serem acusados de agressão), a incidências de vária ordem, desde as relatadas, às acusações de que são alvo por parte dos pais, como aliás se regista nos casos em apreço. O SPLIU recusa liminarmente que os professores constituam no exercício da atividade docente um saco de boxe ou que sejam considerados como carne para canhão.

Face aos contornos e à gravidade dos casos que lhe foram reportados, o SPLIU dirigiu no passado dia 17 de março um conjunto de questões ao Senhor Diretor do AE da Sertã sobre os dois incidentes, sem resposta até à presente data. Considera este Sindicato Independente de Referência que casos com a gravidade dos referidos não são passíveis de desvalorização ou de branqueamento, e, por isso, exige que seja prestado o imprescindível apoio, acompanhamento e solidariedade aos professores agredidos.

Ao não ter recebido resposta por parte do AE da Sertã aos pedidos de esclarecimento solicitados por esta associação sindical independente, o SPLIU já solicitou a intervenção do MECI, da Inspeção-Geral de Educação e de outras entidades com responsabilidades no âmbito dos casos expostos. 

As docentes agredidas já apresentaram queixa nas autoridades competentes e o SPLIU ir-lhes-á dispensar todo o apoio.

Lisboa, 23 de março de 2026

Pel'A Direção Nacional do SPLIU
O Presidente
António Carlos Ramos

23/03/2026