O distanciamento, na atual conjuntura, entre as posições dos Sindicatos representativos dos professores no âmbito da revisão e alteração do ECD, favorece claramente a estratégia do Ministério da Educação, Ciência e Inovação: "dividir, para reinar!..."
No atual panorama da relação do MECI com os Sindicatos existem estruturas sindicais claramente privilegiadas pelo Senhor Ministro da Educação como interlocutores prioritários, com as quais tenta fazer negociatas prévias e eventuais acordos que condicionem as posições e respetivas decisões dos demais Sindicatos.
Em oposição aos Sindicatos do sistema ou do regime, encontram-se as forças sindicais que optam sistematicamente pelo protesto ruidoso, pela manifestação continuada e pelo recurso à greve, por força da acentuada divergência com as políticas educativas do Governo.
Por fim, mas não em último lugar, encontram-se os Sindicatos que privilegiam o diálogo, a concertação e a negociação, com equidistância em relação à tutela, mas que nunca descartam o protesto, a manifestação e a greve, sempre que tal se justifique por motivos claros, inequívocos e objetivos, grupo em que o SPLIU se enquadra, com vincado sentido de responsabilidade, optando sempre por uma ação política sindical independente, isenta e de referência, na defesa intransigente dos direitos e interesses dos educadores e professores.
Lisboa, 5 de maio de 2026
O Presidente da Direção Nacional
António Carlos Ramos